Blefarite: o que fazer e o que evitar no dia a dia para controlar as crises

Blefarite: o que fazer e o que evitar no dia a dia para controlar as crises

Quem tem blefarite costuma perceber que existem períodos em que os sintomas praticamente desaparecem e outros em que ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e crostas nos cílios voltam a incomodar.

Isso acontece porque a blefarite é uma condição inflamatória crônica das pálpebras, que pode apresentar períodos de melhora e de piora. Além do tratamento indicado pelo oftalmologista, alguns hábitos do dia a dia podem contribuir para o controle dos sintomas, enquanto outros podem favorecer novas crises.

Mas, afinal, o que melhora a blefarite? O que pode piorar? Quem tem blefarite pode usar maquiagem, lentes de contato ou ficar muito tempo no computador?

Neste artigo, vamos responder às principais dúvidas sobre os cuidados cotidianos de quem convive com a blefarite.

O que é blefarite?

A blefarite é uma inflamação crônica que atinge principalmente as margens das pálpebras e pode estar associada a diferentes fatores, como alterações nas glândulas de Meibômio, dermatite seborreica, rosácea ocular e proliferação de ácaros Demodex.

As glândulas de Meibômio ficam localizadas nas pálpebras e produzem uma substância oleosa, chamada meibum, que integra o filme lacrimal e ajuda a evitar a evaporação excessiva das lágrimas.

Quando essas glândulas ficam obstruídas ou não funcionam adequadamente, a qualidade da lágrima pode ser prejudicada. Por isso, blefarite, disfunção das glândulas de Meibômio e olho seco frequentemente estão associados.

Os sintomas podem incluir:

  • ardência nos olhos;
  • coceira;
  • vermelhidão;
  • sensação de areia ou corpo estranho;
  • olhos secos;
  • lacrimejamento;
  • crostas ou descamação na base dos cílios;
  • pálpebras inchadas;
  • sensibilidade à luz;
  • desconforto visual.

A intensidade e a combinação dos sintomas variam de pessoa para pessoa.

O que ajuda a melhorar a blefarite?

O tratamento depende da causa, da intensidade da inflamação e das alterações encontradas durante a avaliação oftalmológica. Entretanto, alguns cuidados são importantes para muitos pacientes, principalmente quando existe comprometimento das glândulas de Meibômio.

1. Manter uma rotina de higiene das pálpebras

A higiene palpebral é uma das principais medidas utilizadas no controle da blefarite. Ao longo do dia podem se acumular na região das pálpebras e do cílios oleosidade, resíduos de maquiagem, secreções, células da pele e outras partículas. A limpeza adequada ajuda a remover esses resíduos e faz parte do controle das doenças da superfície ocular. A frequência, os produtos e a forma de realizar a higiene devem ser orientados pelo oftalmologista, especialmente em pacientes com pele sensível ou outras doenças associadas.

Aprenda como fazer a higiene palpebral no artigo completo em nosso blog:

https://tatiananahas.com.br/2026/05/27/higiene-das-palpebras-o-habito-simples-que-pode-melhorar-olho-seco-e-blefarite/

2. Fazer compressas mornas quando houver indicação

As compressas mornas podem fazer parte do tratamento principalmente quando existe disfunção das glândulas de Meibômio. O calor ajuda a amolecer as secreções oleosas que podem estar espessadas no interior das glândulas, favorecendo sua liberação. Entretanto, temperatura, duração e frequência devem seguir a recomendação do oftalmologista. Compressas excessivamente quentes podem provocar queimaduras na pele delicada das pálpebras.

3. Remover completamente a maquiagem antes de dormir

Dormir maquiada é um dos piores hábitos para a saúde da pele e das pálpebras, principalmente para quem tem blefarite. Máscara para cílios, lápis, delineador e outros cosméticos podem deixar resíduos na base dos cílios e nas margens das pálpebras. Em pessoas predispostas, esse acúmulo pode contribuir para obstrução das glândulas e irritação da região.

Portanto, é crucial remover cuidadosamente a maquiagem antes de dormir, principalmente se há presença de blefarite, meibomite, olho seco ou terçóis recorrentes.

4. Piscar mais durante o uso de telas e fazer pausas

Quando usamos celular, computador ou tablet por longos períodos, tendemos a piscar menos e, muitas vezes, de forma incompleta. Isso pode aumentar a evaporação da lágrima e contribuir para sintomas de olho seco. Em pessoas que já apresentam blefarite ou disfunção das glândulas de Meibômio, o desconforto pode se tornar mais intenso. Por isso, pausas durante o uso prolongado de dispositivos eletrônicos e atenção à frequência das piscadas podem ajudar no conforto ocular.

Saiba mais sobre a relação das telas com a saúde ocular:

https://tatiananahas.com.br/2026/09/16/uso-de-telas-pode-causar-olho-seco-e-piorar-a-blefarite/

5. Seguir o tratamento mesmo quando os sintomas melhoram

Um erro frequente é abandonar os cuidados assim que os sintomas desaparecem. Como a blefarite é uma condição crônica e pode apresentar recorrências, o controle costuma exigir acompanhamento e cuidados contínuos.

Isso não significa que todos os pacientes precisarão usar medicamentos continuamente. Significa que as medidas preventivas e o acompanhamento devem ser individualizados conforme o tipo de blefarite e sua evolução.


O que pode piorar a blefarite?

Da mesma forma que alguns hábitos ajudam no controle, outros podem favorecer irritação, obstrução das glândulas ou piora dos sintomas da blefarite.

1. Dormir com maquiagem

Esse é um dos hábitos que devem ser evitados por todas as pessoas, especialmente por aquelas com diagnóstico de blefarite. Resíduos de maquiagem podem se acumular na região dos cílios e das margens palpebrais. Produtos mais resistentes, como máscaras à prova d’água, também podem exigir maior fricção para serem removidos, irritando ainda mais uma região já sensível.

2. Passar lápis na linha d’água

A chamada linha d’água corresponde justamente à região próxima às aberturas das glândulas de Meibômio. Por esse motivo, aplicar lápis ou outros cosméticos diretamente nessa área pode favorecer a obstrução das glândulas em pessoas predispostas.

Quem apresenta blefarite ou disfunção das glândulas de Meibômio deve conversar com o oftalmologista sobre a melhor forma de usar maquiagem sem comprometer a saúde das pálpebras. O ideal é reservar o lápis de olho para ocasiões especiais e no dia a dia evitar esse tipo de maquiagem.

3. Usar pincéis e esponjas de maquiagem sem higienização adequada

Pincéis, esponjas e aplicadores acumulam resíduos de cosméticos, oleosidade e material orgânico. Além da limpeza periódica desses itens, produtos de uso pessoal não devem ser compartilhados. Para quem apresenta blefarite recorrente, os cuidados com maquiagem precisam fazer parte da rotina de prevenção.

4. Aplicar cosméticos muito próximos às margens das pálpebras

Cremes, óleos, séruns, protetores solares e outros produtos de skincare podem migrar para a região das margens palpebrais. Isso não significa que pessoas com blefarite precisem abandonar os cuidados com a pele. O importante é selecionar produtos adequados e evitar sua aplicação diretamente sobre a região de abertura das glândulas das pálpebras.

Saiba mais: Entenda os riscos da skincare e como usar produtos sem colocar a saúde das pálpebras em risco.

https://tatiananahas.com.br/2026/07/30/skincare-pode-aumentar-o-risco-de-tercol-entenda-como-cuidar-da-pele-sem-prejudicar-a-saude-das-palpebras/

5. Coçar os olhos

A coceira pode ser um dos sintomas da blefarite, mas esfregar os olhos pode aumentar a irritação das pálpebras e da superfície ocular. Quando a coceira é intensa ou persistente, é importante investigar a causa, pois também pode haver alergia ocular, olho seco, Demodex ou outras condições associadas.

6. Usar lentes de contato durante uma crise

Pacientes com blefarite podem usar lentes de contato em determinadas situações, mas é necessário cuidado. Quando existe uma crise com vermelhidão, secreção, ardência ou inflamação importante, pode ser necessário suspender temporariamente as lentes e utilizar óculos até que o quadro esteja controlado. Além disso, os cuidados com higiene, armazenamento e período de uso das lentes devem ser rigorosamente seguidos.

Entenda a relação das lentes de contato com a blefarite

https://tatiananahas.com.br/2025/09/04/lentes-de-contato-pioram-a-blefarite-o-que-voce-precisa-saber/

7. Ficar muitas horas seguidas diante de telas

O computador ou o celular não são considerados, isoladamente, causas de blefarite. Entretanto, longos períodos diante das telas podem reduzir a frequência e a qualidade das piscadas, aumentar a evaporação da lágrima e agravar sintomas de olho seco.

Como blefarite, olho seco e disfunção das glândulas de Meibômio frequentemente coexistem, muitas pessoas percebem piora da ardência e do desconforto ocular depois de várias horas no computador ou celular.


Quem tem blefarite pode usar maquiagem?

Em muitos casos, sim. Porém, é preciso adaptar alguns hábitos. O ideal é evitar produtos aplicados diretamente na linha d’água, não compartilhar maquiagem, manter pincéis e aplicadores higienizados e remover completamente os cosméticos antes de dormir.

Durante períodos de inflamação mais intensa, pode ser necessário suspender temporariamente maquiagem na região dos olhos. A orientação pode variar conforme o tipo e a gravidade da blefarite.


Quem tem blefarite pode usar lentes de contato?

Depende do quadro clínico. Pacientes com a doença controlada podem conseguir usar lentes de contato normalmente, desde que tenham orientação do oftalmologista e adotem cuidados rigorosos de higiene.

Já durante uma crise de blefarite, principalmente quando há vermelhidão importante, secreção, ardência ou desconforto, pode ser necessário interromper temporariamente seu uso.


Ar-condicionado pode piorar os sintomas?

Ambientes com baixa umidade e fluxo de ar direcionado para o rosto podem favorecer a evaporação da lágrima e aumentar sintomas de olho seco. Por isso, pacientes que apresentam blefarite associada ao olho seco podem perceber mais ardência, sensação de areia e desconforto em ambientes muito secos ou climatizados. Evitar que o fluxo do ar-condicionado fique direcionado para os olhos pode ajudar.


Blefarite e Demodex: por que identificar a causa é importante?

Nem toda blefarite é igual. Em alguns pacientes, o quadro está relacionado à presença excessiva de Demodex, pequenos ácaros que podem habitar os folículos dos cílios e as glândulas das pálpebras. A presença de estruturas semelhantes a pequenas “caspas” ou colarinhos na base dos cílios — chamadas de colaretes — é um sinal importante de blefarite associada ao Demodex. Nesses casos, apenas aumentar a higiene ou fazer compressas pode não ser suficiente. O diagnóstico correto é fundamental para direcionar o tratamento.

Saiba mais sobre os ácaros Demodex e a relação deles com a blefarite: https://tatiananahas.com.br/2025/03/06/acaros-demodex-e-a-blefarite-perguntas-e-respostas/


O que fazer quando a blefarite entra em crise?

O primeiro cuidado é não tentar resolver uma crise intensa apenas aumentando a frequência de limpeza, compressas ou utilizando colírios por conta própria. O tratamento depende da causa predominante da inflamação. Dependendo do caso, o oftalmologista pode indicar medidas para higiene palpebral, tratamento do olho seco e da disfunção das glândulas de Meibômio, medicamentos ou procedimentos realizados em consultório. Também é importante investigar fatores associados, como rosácea ocular, dermatite seborreica, Demodex e alterações das glândulas de Meibômio.


Luz Intensa Pulsada (IPL) pode ajudar no tratamento da blefarite?

Em pacientes selecionados, principalmente quando a blefarite está associada à disfunção das glândulas de Meibômio (DGM) e ao olho seco evaporativo, a Luz Intensa Pulsada (IPL) pode fazer parte do tratamento. Estudos clínicos apontam benefícios da tecnologia na melhora da função das glândulas de Meibômio e dos sinais e sintomas associados à DGM.

A IPL também vem sendo estudada em quadros associados ao Demodex. Uma revisão sistemática e meta-análise identificou a IPL entre as terapias capazes de reduzir a infestação pelo ácaro. A indicação deve ser individualizada, já que nem todo paciente com blefarite necessita de IPL e diferentes causas da doença podem exigir abordagens distintas.

Entenda como a IPL funciona, para quem é indicada, quais são os efeitos e como é aplicada.

https://tatiananahas.com.br/2024/09/17/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-luz-intensa-pulsada-para-blefarite/


O que NÃO fazer quando você tem blefarite

De forma prática, quem tem blefarite deve evitar:

  • dormir de maquiagem;
  • aplicar lápis diretamente na linha d’água sem orientação;
  • compartilhar maquiagem;
  • usar pincéis e esponjas sem higienização adequada;
  • coçar ou esfregar os olhos;
  • usar colírios, principalmente aqueles com corticoides, por conta própria;
  • insistir no uso de lentes de contato durante uma crise;
  • abandonar os cuidados assim que os sintomas melhorarem;
  • tentar tratar crises recorrentes sem investigar sua causa.

O que FAZER para ajudar a controlar a blefarite

Algumas atitudes podem fazer diferença no controle da doença:

  • realizar corretamente a higiene das pálpebras;
  • seguir a rotina recomendada pelo oftalmologista;
  • retirar completamente a maquiagem antes de dormir;
  • cuidar da higiene de pincéis, esponjas e acessórios;
  • fazer pausas durante períodos prolongados diante das telas;
  • observar se algum cosmético piora os sintomas;
  • evitar ar-condicionado ou ventilador diretamente nos olhos;
  • manter acompanhamento oftalmológico;
  • investigar a causa quando as crises são frequentes.

Blefarite tem cura?

Na maioria dos casos, a blefarite é considerada uma condição crônica que precisa ser controlada ao longo do tempo. Isso não significa permanecer constantemente com sintomas.

Com diagnóstico adequado, tratamento da causa predominante e cuidados cotidianos, é possível reduzir a frequência e a intensidade das crises e passar longos períodos com poucos ou nenhum sintoma.

O ponto fundamental é entender que o tratamento da blefarite não termina necessariamente quando a ardência, a vermelhidão ou a coceira desaparecem. O controle da doença também envolve prevenção.


Quando procurar um oftalmologista?

É importante procurar avaliação quando sintomas como vermelhidão, ardência, coceira, crostas nos cílios, sensação de areia ou inchaço das pálpebras são frequentes ou persistentes. Crises recorrentes também merecem investigação.

Além disso, dor ocular importante, piora da visão, sensibilidade intensa à luz ou vermelhidão acentuada não devem ser atribuídas automaticamente à blefarite e precisam de avaliação oftalmológica.

A blefarite pode ter diferentes causas e estar associada a outras alterações da superfície ocular. Por isso, identificar o mecanismo predominante em cada paciente é fundamental para definir o tratamento mais adequado.


Perguntas frequentes sobre blefarite

O que mais piora a blefarite?

Alguns fatores podem agravar os sintomas, como dormir de maquiagem, higiene inadequada das pálpebras, cosméticos aplicados muito próximos às margens palpebrais, coçar os olhos, usar lentes de contato durante crises e permanecer muitas horas diante de telas sem pausas, principalmente quando existe olho seco associado.

O que é bom para melhorar a blefarite?

O tratamento depende da causa. Higiene das pálpebras, compressas mornas em casos indicados, cuidados com maquiagem e tratamento da disfunção das glândulas de Meibômio estão entre as medidas frequentemente utilizadas. Alguns pacientes precisam de medicamentos ou tratamentos realizados em consultório, como a Luz Intensa Pulsada (IPL).

Blefarite pode voltar depois do tratamento?

Sim. A blefarite costuma ter comportamento crônico e pode apresentar períodos de melhora e novas crises. Por isso, medidas de manutenção e acompanhamento podem ser necessárias mesmo depois da melhora dos sintomas.

Quem tem blefarite pode usar maquiagem?

Em muitos casos, sim, desde que sejam adotados cuidados especiais. É importante evitar resíduos nas margens palpebrais, não compartilhar produtos, higienizar pincéis e retirar completamente a maquiagem antes de dormir. Durante crises, pode ser necessário suspender temporariamente seu uso.

Quem tem blefarite pode usar lentes de contato?

Depende da intensidade e do controle da doença. Durante crises, o oftalmologista pode recomendar a suspensão temporária das lentes. Fora das crises, o uso pode ser possível com orientação e higiene adequada.

Blefarite e olho seco têm relação?

Sim. A disfunção das glândulas de Meibômio pode alterar a camada oleosa do filme lacrimal, aumentando sua evaporação. Por isso, sintomas de olho seco são frequentes em pacientes com blefarite.

Luz pulsada melhora a blefarite?

A Luz Intensa Pulsada (IPL) pode ser indicada para determinados pacientes, principalmente quando há disfunção das glândulas de Meibômio e olho seco evaporativo associados. A indicação depende de avaliação individualizada.

Artigo com supervisão Dra. Tatiana Nahas – CRM 113070 SP – RQE 74945

Dra. Tatiana Rizkallah Nahas é médica oftalmologista especialista em Cirurgia Plástica Ocular (Oculoplástica) e Vias Lacrimais, com Título de Especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde também realizou residência em Oftalmologia, especializou-se em Cirurgia Plástica Ocular pela USP. Foi Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo por oito anos e integrou a equipe do Setor de Plástica Ocular do Wilford Hall Medical Center, nos Estados Unidos.

É membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCPO) e da Sociedade Panamericana de Oculoplástica, além de atuar como palestrante e professora em cursos de formação e especialização médica.

Atende em consultório no Itaim Bibi, em São Paulo, e realiza procedimentos cirúrgicos em hospitais de referência da capital paulista.

Para mais informações, ligue para (11) 3071-3423

Referências

Arita R, Fukuoka S, Morishige N. Therapeutic efficacy of intense pulsed light in patients with refractory meibomian gland dysfunction. The Ocular Surface. 2019;17(1):104-110.

Li J, Wei E, Reisinger A, French LE, Clanner-Engelshofen BM, Reinholz M.
Comparison of Different Anti-Demodex Strategies: A Systematic Review and Meta-Analysis.
Dermatology. 2023;239(1):12-31. doi: 10.1159/000526296

Compartilhe no:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CAPTCHA ImageChange Image