Opções de tratamento para o calázio – Veja quais são

Opções de tratamento para o calázio – Veja quais são

Há opções de tratamento para o calázio, uma das condições oftalmológicas mais comuns em todas as faixas etárias. Contudo, cada paciente demanda um tipo de tratamento e é sobre isso que vamos falar no artigo de hoje.

Para ajuda a esclarecer o que é o calázio e quais as opções de tratamento para o calázio, vamos entrevistar a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais.

Afinal, o que é calázio?

Primeiramente, é interessante esclarecer a origem da palavra calázio, que vem do grego “khalazion”. O significado é algo próximo de uma “pedra de granizo”. Mas, a parte da origem da palavra, agora vamos falar mais sobre o calázio.

“Trata-se de uma das condições oculares mais comuns, que se caracteriza pela formação de um cisto ou nódulo, na parte interna das pálpebras. Na maior parte dos casos, a lesão se forma nas pálpebras superiores. Sendo assim, esse nódulo é resultado da retenção de secreções oleosas, produzidas pelas glândulas de Meibômio”, explica Dra. Tatiana.

Adicionalmente, é importante esclarecer que as glândulas meibomianas (glândulas sebáceas das pálpebras) produzem e secretam o meibum. O meibum, portanto, é uma substância oleosa que ajuda a manter a saúde da superfície ocular. Entretanto, quando há algum problema na secreção, o meibum pode ficar retido dentro das glândulas e “vazar” para o tecido ao redor. Quando essa situação acontece, induz a uma inflamação que resulta na formação de um lipogranuloma, ou seja, um nódulo de substância lipídica que se forma na pálpebra”, complementa a especialista.

Diferença entre calázio e terçol

Acima de tudo, é importante reforçar que o calázio é diferente do terçol, pois se trata de uma inflamação que acontece em resposta à obstrução das glândulas meibomianas. A secreção que deveria sair acaba ficando retida e, com isso, se transforma em um nódulo. Já o terçol é uma infecção que se desenvolve nas margens das pálpebras.

Leia mais sobre o Terçol aqui.

Fatores de risco do calázio

Inicialmente, qualquer pessoa pode desenvolver um calázio ao longo da vida, inclusive crianças. Por outro lado, há condições que aumentam esse risco, como:

  • Síndrome do olho seco evaporativo
  • Blefarite
  • Rosácea
  • Infestação de ácaros Demodex nos cílios
  • Níveis baixos de vitamina A
  • Doenças inflamatórias gastrointestinais
  • Uso de alguns medicamentos para tratar câncer e acne
  • Menopausa
  • Terapia de reposição hormonal ou uso de hormônios para outros fins (como a testosterona)

Sinais e sintomas do calázio

“O primeiro sinal do calázio é aparecimento de um nódulo (uma bolinha) na parte interna da pálpebra. Inicialmente, o nódulo é arredondado e indolor. Ao longo dos dias, a região pode ficar avermelhada e mais quentes, sinais típicos de uma inflamação. Em geral, não costuma doer, mas algumas pessoas podem sentir um certo desconforto, especialmente quando o nódulo é muito grande”, comenta Dra. Tatiana.

Ocasionalmente, o calázio pode causar visão turva, devido ao astigmatismo induzido pela pressão do nódulo na córnea. Em casos mais raros, o calázio pode levar à queda mecânica da pálpebra. Ou seja, um nódulo muito grande pode ser tão pesado que não impossibilita o movimento de abrir e fechar das pálpebras.

Opções de tratamento para o calázio – O que você precisa saber

Segundo estudos, em cerca de 25% a 50% dos casos, o calázio é autolimitado. Em outras palavras, o calázio tende a desaparecer sozinho, dentro de 1 a 3 meses. Contudo, alguns pacientes podem precisar de alguma intervenção para tratar o calázio. Existem várias opções de tratamento para o calázio, como higiene palpebral, aplicação de compressas mornas, pomadas e até mesmo cirurgia para remoção do nódulo. 

Em contrapartida, há alguns pacientes que desenvolvem o chamado calázio de repetição. Ou seja, desenvolvem vários episódios de calázio, que podem ser resistentes aos tratamentos clínicos. Nesses casos, podem ser propostas outras opções de tratamento para o calázio.

Dessa maneira, agora vamos falar sobre as opções de tratamento para o calázio recorrente, com a Luz Intensa Pulsada.

Tratamento do calázio com a Luz Intensa Pulsada

De acordo com um dos principais estudos a respeito da aplicação da IPL para tratar o calázio, publicado no Journal of Clinical Medicine, a IPL se mostrou segura e eficaz para tratar o calázio de repetição. Para os pesquisadores, a luz pulsada é, provavelmente, a melhora opção de tratamento para os episódios recorrentes de calázio, em termos de prevenção da recorrência e para minimizar os danos nas glândulas sebáceas das pálpebras.

Portanto, entre as opções de tratamento para o calázio na atualidade, a Luz Intensa Pulsada apresenta-se em destaque.

Como a Luz Intensa Pulsada funciona para tratar o calázio

A Luz Intensa Pulsada, quando aplicada, se transforma em calor. A partir disso, essa energia térmica consegue amolecer as secreções retidas nas glândulas sebáceas das pálpebras. Outro efeito da IPL é no fechamento dos vasos que alimentam a inflamação. Caso o paciente tenha focos de proliferação de ácaros Demodex, a IPL também age na eliminação desses micro-organismos.

“Portanto, entre as opções de tratamento para o calázio, hoje a IPL é uma das opções mais eficazes e de baixo risco. A luz pulsada melhora a função das glândulas meibomianas e, com isso, ajuda na restauração funcional e anatômica dessas estruturas. Após o término do tratamento, a maioria dos pacientes entra em remissão, ou seja, não apresenta mais episódios recorrentes do calázio”, finaliza Dra. Tatiana.  

Leia aqui como funciona o tratamento do calázio com a IPL.

Dra. Tatiana Nahas é oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais. A médica atende em seu consultório no Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

O consultório fica na região do Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3071-3423

Matéria produzida pela jornalista pela Leda Maria Sangiorgio MTB 30.714 É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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