Luz Intensa Pulsada para Blefarite e Doenças Oculares – Como funciona

Luz Intensa Pulsada para Blefarite e Doenças Oculares – Como funciona

A luz intensa pulsada para blefarite e doenças oculares está em uso no Brasil desde 2019. Contudo, a história dessa tecnologia para tratamento de condições oftalmológicas é bem anterior à aprovação do uso no Brasil.

Segundo a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais, o primeiro uso da luz intensa pulsada (IPL) foi na área de dermatologia, nos Estados Unidos na década de 90.

“As indicações eram para tratamento de microvasos dilatados sob a pele, além de cicatrizes, hemangiomas, acne e rosácea. Contudo, ao longo do tempo, os dermatologistas notaram que a luz pulsada melhorava também os sintomas oculares de alguns pacientes, especialmente naqueles com rosácea”, comenta.

“Por esse motivo, podemos dizer que a indicação da IPL para doenças oculares foi baseada, inicialmente, na prática clínica. Entretanto, os oftalmologistas fizeram estudos específicos para obter as aprovações das agências regulatórias. Então, foi assim que a IPL se estabeleceu como um tratamento eficaz para o controle dos sintomas do olho seco e disfunções nas glândulas meibomianas”, explica Dra. Tatiana.

Luz intensa pulsada não é laser!

Atualmente, o tratamento com a luz intensa pulsada pode beneficiar pacientes com olho seco, blefarite, terçol e calázio de repetição. Agora, vamos falar sobre a tecnologia por trás da IPL.

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a IPL não é uma tecnologia a laser. Sendo assim, a IPL usa uma lâmpada que emite um flash de luz policromática (de uma única cor), num amplo espectro de comprimento de onda. E é isso que torna a IPL diferente da tecnologia do laser. A luz emitida pelo aparelho se espalha em diversas direções. Além disso, é possível realizar ajustes por meio do uso de filtros. Essa capacidade é importante para controlar os comprimentos da onda.

“A energia luminosa se transforma em energia térmica quando os fótons (partículas que compõem a luz e transportam energia) são absorvidos pela pele, processo chamado de fototermólise”, conta Dra. Tatiana.

Como funciona a luz intensa pulsada para blefarite e doenças oculares

Acima de tudo, a luz intensa pulsada é uma energia térmica que se transforma em calor, durante a aplicação. Com isso, esse efeito térmico tem diferentes ações:

Ablação: a IPL cauteriza os vasos sanguíneos próximos da superfície da pele. Esse efeito é crucial no tratamento da blefarite, já que diminui as citocinas inflamatórias, que alimentam a inflamação crônica das glândulas de Meibômio.

Amolecimento das secreções das glândulas meibomianas – O calor ajuda a amolecer as secreções acumuladas nas glândulas de Meibômio (glândulas sebáceas das pálpebras).

Elimina a infestação de ácaros Demodex, presente em cerca de 70% dos pacientes com blefarite. Também ajuda a eliminar outros micro-organismos, como bactérias.

Após a aplicação, o oftalmologista realiza a expressão manual das secreções acumuladas nos ductos das glândulas meibomianas. Todos esses processos ajudam a restabelecer o bom funcionamentos dessas estruturas.

Luz intensa pulsada para blefarite e doenças oculares – Por que o tratamento melhora os sintomas?

As glândulas de Meibômio produzem a parte oleosa do filme lacrimal, essencial para manter a superfície ocular lubrificada e nutrida. Portanto, alterações nessas glândulas levam a um processo inflamatório crônico, que desencadeia a blefarite, olho seco e outras condições, como terçol e calázio de repetição.

“Por essas razões, a luz intensa pulsada para blefarite e doenças oculares é um tratamento de excelência, já que age na causa e não nos sintomas dessas patologias. Ou seja, atua diretamente reduzindo os fatores inflamatórios”, finaliza Dra. Tatiana.

Luz intensa pulsada: o que você precisa saber

O tratamento com a IPL consiste em 3 a 4 sessões, com intervalos de 15 dias. A recomendação é fazer um tratamento completo, anual, para manutenção dos resultados.

A aplicação acontece no consultório e permite a retomada das atividades logo após a sessão

Enfim, os estudos atuais sobre a luz intensa pulsada para blefarite e doenças oculares mostram que o tratamento é efetivo para reduzir os sintomas em longo prazo, além de ser seguro e, geralmente, sem contraindicações.

Dra. Tatiana Nahas é oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais. A médica atende em seu consultório no Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

O consultório fica na região do Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3071-3423

Matéria produzida pela jornalista pela Leda Maria Sangiorgio MTB 30.714 É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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