O olho seco evaporativo é o tipo mais comum da síndrome do olho seco. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os pacientes com essa condição não têm falta de lágrimas. Na verdade, a produção do filme lacrimal é normal. Contudo, as lágrimas evaporam muito rápido.
Segundo a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais, isso acontece porque as glândulas de Meibômio (localizadas nas pálpebras), responsáveis por produzir a camada oleosa que protege o filme lacrimal, não liberam óleo suficiente. Dessa forma, sem essa camada lipídica, o filme lacrimal se rompe rapidamente, causando vários sintomas.
Hoje, com a ajuda da Dra. Tatiana Nahas, vamos entender melhor o que é o olho seco evaporativo, o que são e para que servem as glândulas de Meibômio, como funcionam o diagnóstico e o tratamento.
Entenda melhor o que é o olho seco evaporativo
Em primeiro lugar, vamos relembrar que a produção de lágrimas no olho seco evaporativo é normal. Contudo, o problema é que as lágrimas evaporam muito rápido devido aos problemas na camada oleosa. O filme lacrimal é composto de três camadas: a aquosa, a oleosa e a camada de mucina.
Quando ocorrem alterações na camada oleosa (lipídica), a lágrima evapora rápido demais, levando ao rompimento e instabilidade do filme lacrimal. Sendo assim, a consequência é o desenvolvimento do olho seco evaporativo.
Sinais e sintomas do olho seco evaporativo
- Secura ocular;
- Ardência;
- Irritação;
- Visão turva ou embaçamento visual;
- Sensação de areia nos olhos;
- Vermelhidão;
- Inflamação da superfície ocular.
Glândulas de Meibômio – O que você precisa saber
O olho seco evaporativo está intimamente ligado à disfunção das glândulas de Meibômio (DGM). Mas o que são essas glândulas?
Bem, as glândulas meibomianas são orifícios muito pequenos presentes nas margens palpebrais inferiores e superiores. Essas pequenas estruturas são responsáveis pela produção e pela secreção do meibum, o sebo que compõe a parte oleosa do filme lacrimal, como já falamos acima.
Em algumas pessoas, podem ocorrer alterações nas glândulas de Meibômio, resultando em obstrução dos ductos glandulares e mudanças na qualidade e na quantidade do sebo produzido e secretado por essas estruturas. Desse modo, essa condição se chama disfunção das glândulas meibomianas (DGM). Leia mais sobre a DGM aqui.
Fatores de Risco para o Olho Seco Evaporativo
- Idade – é mais comum a partir dos 40 anos;
- Se mulher e estar na menopausa;
- Ter diagnóstico de dermatite seborreica, rosácea e blefarite;
- Usar hormônios, especialmente testosterona ou o “chip” da beleza;
- Ser usuário de lentes de contato há muito tempo.
Como é feito o diagnóstico do olho seco evaporativo
O diagnóstico do olho seco evaporativo é clínico, mas pode ser que o oftalmologista solicite alguns exames adicionais. O médico costuma levantar todo o histórico de saúde do paciente, a duração dos sintomas e os fatores de risco associados.
Para poder fechar o diagnóstico, há testes importantes, como verificar o tempo de ruptura do filme lacrimal. O oftalmologista também avalia as margens palpebrais, possível presença de infestação de ácaros Demodex, perda de cílios, alterações na córnea e conjuntiva, entre outros aspectos que podem ajudar a confirmar a presença do olho seco.
Tratamentos: como cuidar do olho seco evaporativo
Primeiramente, é crucial entender que sem tratar diretamente a disfunção das glândulas de Meibômio, os sintomas do olho seco não melhoram. Portanto, o primeiro passo é restaurar a função dessas estruturas.
Em geral, é preciso desobstruir as glândulas meibomianas, para que elas possam voltar a produzir e a secretar o sebo que compõe a camada oleosa do filme lacrimal. Para isso, é preciso usar algumas técnicas mais modernas, como a Luz Intensa Pulsada (IPL).
Além de amolecer e ajudar o oftalmologista a remover as secreções acumuladas e a restaurar a função das glândulas meibomianas, a IPL também reduz os fatores inflamatórios envolvidos no olho seco evaporativo. Geralmente, a luz pulsada leva à remissão dos sintomas do olho seco em longo prazo.
Contudo, alguns pacientes também podem precisar de colírios de lágrimas artificiais para manter uma boa lubrificação da superfície ocular. Atualmente, existem colírios mais modernos que ajudam a reduzir a evaporação e prolongar os benefícios da IPL.
Cuidados diários para manter as glândulas meibomianas saudáveis
Após o tratamento, é fundamental manter um cuidado contínuo para prevenir uma recorrência dos sintomas. Dessa maneira, veja algumas estratégias indicadas pelos oftalmologistas:
- Realizar compressas quentes diariamente;
- Fazer a higiene das pálpebras de 2 a 3 vezes por dia;
- Usar uma suplementação de ômega-3.
Conclusão
O olho seco evaporativo é uma condição relativamente comum, especialmente após os 40 anos. Contudo, nem sempre o paciente consegue o diagnóstico e acaba sofrendo com os sintomas da doença. Como o olho seco evaporativo está diretamente ligado a problemas nas glândulas de Meibômio, tratá-las corretamente faz toda a diferença para a melhora dos sintomas.
Se você se identificou com os sinais e sintomas, entre em contato e agende sua consulta com a Dra. Tatiana Nahas.
Dra. Tatiana Nahas é oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais. A médica atende em seu consultório no Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.
O consultório fica na região do Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.
Para mais informações, ligue para (11) 3071-3423
Matéria produzida pela jornalista pela Leda Maria Sangiorgio MTB 30.714 É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695.
