Remela no olho – O que pode ser e como funciona o tratamento

Remela no olho – O que pode ser e como funciona o tratamento

Remela no olho, você já passou por esse problema? Primeiramente, vamos entender se o termo correto é remela ou ramela. Bom, ambos os termos estão corretos e se referem à secreção que se acumula nos cantos dos olhos ou nas margens palpebrais. Contudo, o termo mais comum na área da oftalmologia é remela, enquanto o termo ramela é é mais popular.

Agora, vamos entender melhor a remela, sua função e o que pode significar o seu acúmulo nos olhos. Para isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, especialista em anexos palpebrais e cirurgia plástica ocular.

Remela no olho – Por que isso acontece

“Inicialmente, é importante entender o que é remela. Trata-se de uma secreção natural, produzida pelas glândulas que se localizam nas pálpebras. Ela é composta por lágrimas, muco, células da pele, oleosidade e outras impurezas. Entretanto, a remela no olho pode se acumular ou ainda endurecer, causando certo desconforto”, explica Dra. Tatiana.

Portanto, a remela ajuda a proteger os olhos contra corpos estranhos, sujeiras e outras partículas, que podem ferir ou irritar os olhos.

Causas do acúmulo de remela no olho

Apesar da remela no olho ter um papel importante, seu excesso pode ser um indício de alguns problemas oftalmológicos. Além do excesso, também é importante avaliar se a remela está mais espessa e mudou de cor.

Veja agora as principais causas de remela no olho

Conjuntivite aumenta remela no olho

A conjuntivite é uma das doenças oculares mais comuns entre a população em geral, tendo uma prevalência um pouco maior em crianças. “A doença se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, tecido que recobre a parte da frente dos olhos. A conjuntivite pode ser infecciosa ou alérgica. Sendo assim, é importante esclarecer que cada uma dessas formas provoca um tipo de remela no olho”, aponta Dra. Tatiana.

Dessa maneira, nas formas infecciosas a remela costuma ser esverdeada ou amarelada, com produção importante. Quando a remela seca, é importante removê-la constantemente, pois as crostas podem “grudar os olhos”. Já na forma alérgica, a produção é até maior, mas a coloração é mais para o branco.

Acúmulo de remela no olho é típica da blefarite

Sem dúvidas, uma das manifestações mais características da blefarite (inflamação crônica nas margens palpebrais) é o excesso de remela, que chega a grudar as pálpebras. Logo, o paciente costuma acordar com os olhos aderidos e crostas importantes nos cílios e nas pálpebras.

Leia mais aqui sobre a Blefarite.

Obstrução do ducto lacrimal

Uma outra condição que costuma levar ao acúmulo de remela no olho é a obstrução do canal lacrimal. Normalmente, essa condição é resultado da dificuldade ou impossibilidade de drenagem das lágrimas para o nariz. Dessa maneira, como as lágrimas ficam acumuladas, acabam provocando o aumento do muco e de remela nos olhos.  

Síndrome do olho seco e remela no olho

Agora, vamos da síndrome do olho seco, uma uma doença bastante prevalente em adultos, sendo caracterizada por alterações no filme lacrimal, que prejudicam a superfície ocular. Normalmente, a qualidade da lágrima é ruim e evapora muito rápido. Para tentar compensar a secura, as glândulas começam a produzir mais lágrimas, o que leva ao acúmulo da remela no olho.

Gripe e resfriado

As infecções respiratórias, como resfriados e gripes, podem causar congestão nasal e lacrimejamento. A razão é que o vírus irrita as mucosas do nariz e dos olhos, o que aumenta a produção de secreção e de lágrimas. Portanto, nesses casos é preciso limpar os olhos com compressas mornas, para remover a remela do olho.

Terçol

O terçol é uma infecção que atinge as glândulas sebáceas das margens palpebrais. Então, essa infecção leva ao surgimento de uma bolinha na borda da pálpebra, que costuma doer e se encher de pus ao longo dos dias. O terçol pode aumentar o lacrimejamento e, com isso, a remela no olho pode se acumular.

Uso de maquiagem na borda palpebral

Uma outra situação que pode aumentar a remela no olho é a aplicação de lápis ou de outras maquiagens na borda da pálpebra. Como já dissemos, é nessa região que se localizam as glândulas sebáceas palpebrais. Com isso, as maquiagens podem obstruir os ductos, impactando na qualidade e na quantidade das lágrimas. O resultado pode ser o acúmulo da remela nos olhos.

Quando se preocupar com remela no olho?

“Definitivamente, na maioria dos casos, a remela no olho é uma condição natural e não deve gerar preocupações. A recomendação é remover a remela, fazendo uma boa higiene palpebral. Todavia, quando há outros sintomas, além do excesso de remela, é importante procurar um oftalmologista”, comenta Dra. Tatiana.  

Alguns pontos de atenção são:

  • Dor ou desconforto persistente nos olhos: se a remela for acompanhada por dor ou desconforto intenso e persistente nos olhos, é preciso investigar a presença de infecção ou inflamação ocular.
  • Vermelhidão e remela nos olhos podem indicar a presença de conjuntivite bacteriana, condição que exige tratamento com antibióticos.
  • Alterações na visão (visão turva ou embaçada)
  • Sensibilidade à luz (fotofobia): sentir dor nos olhos ao ser exposto à luz intensa, associado à presença de remela nos olhos, geralmente é um sinal de problemas oculares, como uveíte, terçol e conjuntivite.

Conclusão – Como limpar a remela no olho

“Finalmente, é importante esclarecer que a remela é normal e todo mundo apresenta essa secreção. Quando não há nenhuma doença mais séria, a recomendação é lavar bem os olhos com sabão infantil neutro, limpando bem as margens das pálpebras e os cílios. Para quem tem blefarite e olho seco, a limpeza das pálpebras deve ser feita diariamente”, conclui Dra. Tatiana.

Dra. Tatiana Nahas é oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular e anexos palpebrais. A médica atende em seu consultório no Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

O consultório fica na região do Itaim Bibi, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3071-3423

Matéria produzida pela jornalista pela Leda Maria Sangiorgio MTB 30.714 É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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